Todo mundo
que pratica um esporte, curte esporte.
Até aí
parece a mesma constatação de que, quando chove, molha...
E, claro,
quem pratica esporte tem outros esportes que curte ver. Lendo o blog do Ciro,
vi que existiam pessoas que curtiam vale tudo [ou MMA] e pessoas que não. Lá
atrás, eu pratiquei muay-thai e jiu-jitsu. Não saí faixa branca das duas
modalidades, mas não fui muito adiante também. Hoje com um conhecimento
moderado para baixo no esporte, eu assisto as lutas e confesso que gosto. Pode
não parecer, mas existe uma estratégia envolvida no assunto em questão.
Outra coisa
que também gosto no assunto são as personalidades das pessoas. Vários são
formados em universidades e tem histórias bacanas.
Uma delas é
de um cidadão que, no meio de gritos e bagunça generalizada da plateia, ele diz
conseguir ouvir as ordens do pai [que é uma espécie de técnico/guru do
lutador]. Viver da luta fez bem para esse cidadão, pois o “gym” que ele treina
é próprio e fechado, para que ele possa ficar mais tempo com os filhos. O
lutador diz lembrar os momentos bacanas com os filhos no “escritório” e usa
isso como incentivo na hora da pancadaria.
Vendo
aquilo fiquei pensando se nas minhas provas/competições eu pensava nessas vozes.
Fora as músicas do Belchior, Banda Beijo, Wando e outras “chucrisses” doidas
que me vem a cabeça do nada, as vezes me vem músicas bacanas que ajudam.
Mas o que
mais aparece na minha cabeça são as conversas que eu tenho comigo mesmo.
Geralmente são 3 pessoas: o Nego, o cidadão que está na prova, o Negralha – meu
alter-ego [doidão e bacana] e Gervásio – cara que eu não gosto [haja visto o
nome que eu dei para o puto], medroso e negativo.
O Nego é o
cidadão que pilota o barco, que toma as decisões, mas ouve os dois outros “co-pilotos”.
O Negralha é o cidadão que está feliz de estar ali e faz um esforço cavalar
para buscar o rendimento dos dias em que os treinos renderam 110%, o sol estava
lindo e todo mundo sorria para ele [ou seja, 1 dia em 100!]. Já o Gervásio traz
apenas um ponto interessante para esse trio: prudência; ainda que seja oriunda
de um sentimento feio: medo.
Peguemos a
parte da natação, por exemplo: o Gervásio sempre fala: “- PQP, tá muito
acelerado esse nosso coração! Segura um pouco”!
O Negralha
já manda um: “- Caralh*! Nascemos pra isso! Acelera essa frequência de braçadas
e vamos sair nas cabeças”!
Enquanto o
Nego pensa: “- Tá ruim aqui pelo coração, mas já-já entramos no ritmo; ainda
assim, vamos nos cuidar para não ficarmos tão confortáveis e não fazermos uma
natação boa”.
É por essas
e outras que as vezes em penso em pedir mais duas medalhas quando eu cruzo a
linha de chegada. Ou um certificado de mediação de conflitos!