quarta-feira, 30 de maio de 2012

Negralha: Two-time Ironman finisher.


O comercial do sutiã é a pura verdade: a primeira vez a gente nunca esquece. Mas também não esquecemos a segunda e provavelmente a terceira, quarta, quinta...
A gente perde a inocência a segunda vez.

Ganhamos confiança na segunda vez.

Obviamente, comparamos tudo com a primeira vez.

Perdemos a euforia avassaladora da segunda vez.

Já escrevi que a vida não é medida em quantas vezes o teu coração bate; e sim, quantas vezes e “pula” um batimento.

Na chegada, graças a Deus, foi igualzinho a primeira vez.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

3 vozes.


Todo mundo que pratica um esporte, curte esporte.
Até aí parece a mesma constatação de que, quando chove, molha...

E, claro, quem pratica esporte tem outros esportes que curte ver. Lendo o blog do Ciro, vi que existiam pessoas que curtiam vale tudo [ou MMA] e pessoas que não. Lá atrás, eu pratiquei muay-thai e jiu-jitsu. Não saí faixa branca das duas modalidades, mas não fui muito adiante também. Hoje com um conhecimento moderado para baixo no esporte, eu assisto as lutas e confesso que gosto. Pode não parecer, mas existe uma estratégia envolvida no assunto em questão.

Outra coisa que também gosto no assunto são as personalidades das pessoas. Vários são formados em universidades e tem histórias bacanas.

Uma delas é de um cidadão que, no meio de gritos e bagunça generalizada da plateia, ele diz conseguir ouvir as ordens do pai [que é uma espécie de técnico/guru do lutador]. Viver da luta fez bem para esse cidadão, pois o “gym” que ele treina é próprio e fechado, para que ele possa ficar mais tempo com os filhos. O lutador diz lembrar os momentos bacanas com os filhos no “escritório” e usa isso como incentivo na hora da pancadaria.

Vendo aquilo fiquei pensando se nas minhas provas/competições eu pensava nessas vozes. Fora as músicas do Belchior, Banda Beijo, Wando e outras “chucrisses” doidas que me vem a cabeça do nada, as vezes me vem músicas bacanas que ajudam.
Mas o que mais aparece na minha cabeça são as conversas que eu tenho comigo mesmo. Geralmente são 3 pessoas: o Nego, o cidadão que está na prova, o Negralha – meu alter-ego [doidão e bacana] e Gervásio – cara que eu não gosto [haja visto o nome que eu dei para o puto], medroso e negativo.
O Nego é o cidadão que pilota o barco, que toma as decisões, mas ouve os dois outros “co-pilotos”. O Negralha é o cidadão que está feliz de estar ali e faz um esforço cavalar para buscar o rendimento dos dias em que os treinos renderam 110%, o sol estava lindo e todo mundo sorria para ele [ou seja, 1 dia em 100!]. Já o Gervásio traz apenas um ponto interessante para esse trio: prudência; ainda que seja oriunda de um sentimento feio: medo.
Peguemos a parte da natação, por exemplo: o Gervásio sempre fala: “- PQP, tá muito acelerado esse nosso coração! Segura um pouco”!
O Negralha já manda um: “- Caralh*! Nascemos pra isso! Acelera essa frequência de braçadas e vamos sair nas cabeças”!
Enquanto o Nego pensa: “- Tá ruim aqui pelo coração, mas já-já entramos no ritmo; ainda assim, vamos nos cuidar para não ficarmos tão confortáveis e não fazermos uma natação boa”.
É por essas e outras que as vezes em penso em pedir mais duas medalhas quando eu cruzo a linha de chegada. Ou um certificado de mediação de conflitos!

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Suor, dedicação e a cor rosa.



Não sei se eu já escrevi sobre isso. Eu espero que não, mas caso contrário desculpe, aqui vai.

Vocês já ouviram falar em choque cultural, claro. E choque cultural ao contrário?

Esse processo ocorre quando você se acostuma com os costumes do local onde você está morando temporariamente e quando volta para o seu lar, percebe que aqueles costumes se encaixam melhor com o seu quadro de valores.

Quando fui morar um tempo nos Estados Unidos, me lembro que ficar impressionado com as pernas das meninas da faculdade. Quase todas as mulheres tinham pernas bem torneadas. Claro, na terra do silicone, o que mais chamava a atenção de 99.9% dos rapazes da faculdade era a parte superior dos corpos. Adivinhe quem era responsável pelos 0.1%? O “roda quadrada” aqui.

Fiquei curioso com aquilo e comecei a perceber quanto os americanos investem no esporte feminino. Na minha estada lá, vi a liga WNBA ser criada, vi a força do futebol feminino lá, tomava um pau de umas 5 mulheres onde eu nadava e via a mulherada correndo direto.

Em outras palavras, o esporte não tem gênero nos EUA.

Um tempo depois, voltei para o Brasil e vi um pequeno número de mulheres se exercitando. Ainda que elas ouvissem das mães e amigas as seguintes frases:

“- Tá nadando?!?! Teu cabelo vai ficar verde!”

“- Você vai ficar muito musculosa!”

“- Ui! Suar?!?!? Que nojo!”

Correndo no parque ontem, vi um número quase 50%-50% entre os sexos.

Moramos em um país de cultura machista e esse crescimento do esporte feminino nesse âmbito de “massa” é muito bacana.

Mais divertido ainda é ver essa evolução [ou seria revolução?] feminina. Nada comparado aos homens, onde tudo tem voz alta, esporro e cheiro de jaula. Com elas, tudo cheira bem, é um processo de esperar a amiga [e não querer dar na cabeça dela], unhas pintadas e rosa, muito rosa.

P.S.: na foto, Lolo Jones atleta olímpica americana de 60 & 100m com barreiras, meio "café-com-leite" como o neguinho aqui, mas provavelmente me surra na maratona....

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Enquanto o mundo anda pra frente...




Alguns habitantes do planeta andam para trás.

Li um artigo hoje dizendo que a namorada eslovaca do homem mais rápido do mundo, o jamaicano Usain Bolt, estava sofrendo preconceito racial na Jamaica. Ela recebe o famoso “tempo ruim”; enquanto ele recebe o famoso: “- Até tú merrmão?!?!?” Na minha humilde visão, esse assunto me incomoda de duas formas:

[1] Em pleno século 21 é inacreditável que as pessoas sejam manes a esse ponto. Digo isso porque, no século passado, meu bisavô, negão mesmo [não negão como eu] casou-se com uma alemã e tiveram que subir a serra [vieram de Santa Catarina] para buscar a sua felicidade.

Em um mundo tão cheio de tecnologia e inovação, tem gente ainda preocupada com a cor da pessoa que uma celebridade está namorando?!?!?

 [2] É impressionante como as pessoas não separam as coisas. Acho o Bolt um baita atleta? Acho.  Mas, na minha cacholinha compartimentalizada, nada do Bolt com relação a empréstimos financeiros me chamaria a atenção, por exemplo. E se ele fosse gay? De novo, não me diria nenhum respeito. E se ele pulasse, no seu tempo livre, corda? Se fosse relacionado com a melhoria da corrida dele, eu me interessaria. Entende? Creio que todo mundo curte o que quer curtir e dentro do seu espaço pessoal. E é aí que o cidadão que curte o Bolt, por exemplo, tem que aprender a dar um passo para trás e respeitar as escolhas do cara.

E só esse passo para trás faria as pessoas andarem para a frente.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Vendo!

É fogo, usar o blog pra vender coisas, mas vamos lá!

VENDO: bicicleta "road" Cannondale 613. Tamanho do quadro: 53, grupo Campagnolo Centaur e rodas de treino Khamsin. Preço: R$ 3.500,00 a vista, ou em até 4 vezes de R4 1.000,00.



sexta-feira, 27 de abril de 2012

Não acredito em felicidade.



Não acredito em felicidade plena, o famoso “viveram felizes para sempre”.

Felicidade não é uma prova de obstáculos, onde SE você cumprir todos os processos, você ganha felicidade.

Felicidade é um pequeno processo diário.

Felicidade não está em cruzar a linha de chegada, está em cada momento bacana até esse ponto.

Está em cada momento ruim; e da superação desses momentos.

Está no crescimento e evolução de cada passo da vida das pessoas, os bons e os ruins.

Felicidade está escondida nas pequenas coisas.

No sorriso sincero de um amigo.

No finalzinho do sexo, quando os corpos relaxam e sorriem uns para os outros, quando o mundo lá fora parece que parou de girar.

Felicidade se encontra em uma conversa com o seu filho, ainda pequeno, onde você percebe uma faísca de raciocínio e vontade de fazer as coisas por ele mesmo.

Felicidade está até nos “mini” arco-íris quando os raios de sol batem na água.

Felicidade está todo o dia, em todos os lugares que você olha, você só precisa limpar os olhos para enxergar.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Separados no nascimento.

Todo mundo tem uma semelhança com alguém famoso, não é? Vejam os meus amigos e seus clones famosos:

Brasilio & Woody:

Edu & Harrison Ford:


Martini e Plastic Man:




Luizito & Luiz Fernando Guimarães:





Negralha & Romain Duris: